Manekineko

” Seja a mudança que você quer ver no mundo”
— Mahatma Gandhi

O Manekineko (gato da sorte) é um dos amuletos de boa sorte e fortuna mais famosos no Japão e mundo afora, mas ninguém sabe ao certo a sua história. As lendas mais contadas sempre se referem a um templo ou estabelecimento cujo dono abrigou um gato desamparado e faminto. Após todo o cuidado e carinho, o gato passou a se sentar na frente do local atraindo clientes ao chamá-los erguendo a sua pata. Um gesto de compaixão que trouxe prosperidade.

Para mim, esta não é uma lenda, mas uma fábula. E a moral da história: tudo o que acontece nas nossas vidas é a colheita do que semeamos em cada gesto, palavra e pensamento. Mais do que um amuleto, o manekineko pode ser um lembrete: fortuna e sorte não são presentes dos deuses, e sim consequências do que fazemos nos detalhes dos nossos dias.

Quase meio ano se passou desde que a Ayla e eu iniciamos esse projeto. Este tema é especialmente inspirador por sua beleza, mas também uma oportunidade para expressar minha gratidão por conviver com esses animais. E fiquei extremamente satisfeita em como consegui traduzir ternura e graciosidade em imagem.

E em todo esse tempo que passou, eu vivi a própria fábula do manekineko. Percebi que a imensidão de bons sentimentos que sempre recebo dos meus gatos não era algo que eu vivia na escolha mais básica e cotidiana: a minha alimentação. Como desejar paz, se o que eu comia todos os dias era feito do sofrimento de tantos animais? Como querer amor, se meu corpo era nutrido pela dor que eu sei que eles sentem?

Descobri a felicidade mais genuína e íntima fazendo essa mudança sutil e intensa. Escolhendo com mais compaixão o que comer, o que usar, o que comprar. Não é tão difícil quanto a indústria e sua lavagem cerebral faz parecer. E o mais incrível é a consequência inesperada desse gesto de amor: ser vegano é muito, muito mais saudável.

Citando a Alana Rox, uma das minhas inspirações nessa jornada de paz, se você quer um dia um mundo sem guerras, corrupção e sofrimento, só há um jeito. O mundo só vai mudar quando a gente mudar o mundo da gente.

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